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Em três meses, 480 foram flagrados bêbados em SC |
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Balanço da Polícia Rodoviária Federal mostra que jovens são os que misturam álcool e direção.
A lei seca não assusta mais os motoristas. Em três meses, 480 foram flagrados dirigindo bêbados em rodovias federais de Santa Catarina. Destes, 199 (41,4%) chegaram a ser presos, mas são raros os casos em que ficaram atrás das grades. Até mesmo envolvidos em acidentes com mortes conseguiram a liberdade pela Justiça.
Os dados fazem parte de um estudo divulgado ontem pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). O período analisado foi de três meses, entre dezembro de 2009 e fevereiro de 2010. A principal conclusão das autoridades é de que, mesmo com a possibilidade de ser preso, os motoristas demonstram certo relaxamento diante da lei em vigor há um ano e nove meses. Mas também há quem entenda existir pouca fiscalização.
A lei prevê tolerância zero para a quantidade de bebida ingerida, mas nem todos os multados foram presos. A média é de cinco motoristas flagrados por dia. Desses, apenas dois, em média, pararam na prisão.
Isso porque é levada em conta a suposta margem de erro dos bafômetros. Foi preso quem teve índice igual ou superior a 0,30 miligrama de álcool por litro de ar expelido dos pulmões. Além disso, os motoristas não são obrigados a fazer o teste.
A maior parte dos presos era homem entre 18 a 30 anos, que dirigiam veículos de passeio e foram parados em noites de sábado. A região de Palhoça, na Grande Florianópolis, que abrange as BRs 101 e 282, teve 20 motoristas presos e está no topo da lista das cidades com maior número de multas por embriaguez. Mais de 23% dos que dirigiam embriagados envolveram-se em acidentes.
A PRF diz que a ordem das cidades e a quantidade de prisões não significa que houve atuação maior dos policiais que trabalham nos postos dessas áreas. São 81 bafômetros e 24 postos espalhados pelo Estado. Quem for pego embriagado recebe multa de R$ 957,70, tem o carro apreendido, é detido por crime de trânsito e pode ter o direito de dirigir suspenso por 12 meses. Mas, geralmente, paga fiança e é liberado.
Fonte: Diário Catarinense.
Data: 05/03/2010.
Categoria: Notícia.
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